Rede Corporativa
São Vicente / SP , 03 de agosto de 2021.
Quanto mais pessoas divulgarem, outras salvarem e também divulgarem, mais as imagens e acontecimentos históricos serão preservados. Aqui, minha contribuição e das fontes colaboradoras para que isso aconteça. – Jorge S. Filho
0
1
2
3
4
5
6
7
24/01/2013
Variedades
WILLY AURELI ( WILLIAN AURELI), CELEBRIDADE DE SÃO VICENTE ESQUECIDA . . .
Willy (William) Aureli, nascido em 18 de junho de 1898, filho de Augusto Aureli e Luíza Scamperli Aureli, ambos nascidos na Itália, Roma e Trieste respectivamente. Foi jornalista, escritor e sertanista.

Willy foi casado com Nair de Abreu tendo os irmãos Fernanda, Aurélio e Parisina; filhos seus, Ivan e Brunilde.
Infelizmente seu acervo foi perdido pelo fogo quando estava sob a guarda de sua irmã Parisina.
Teve um irmão e duas irmãs. Uma das irmãs, Fernanda Aureli, foi para os Estados Unidos da América e dela não se teve mais notícias. A outra, Parisina Aureli, foi casada mais de trinta anos com um cidadão chamado Francisco que, antes disso separou-se de sua antiga mulher. Parisina veio a falecer e o cidadão Francisco voltou à relação com sua antiga esposa. Aqui o alerta para que os acervos sejam divulgados o máximo possível para que não se perca a história por umidade, fogo, cupins ou mesmo o lixo. Francisco ao retornar a relação com sua antiga mulher, esta, ao chegar à casa da falecida Parisina, colocou fogo em todo o acervo de Willy Aureli que estava sob a guarda dela , (Parisina), ou seja, a história de Willy Aurélio virou cinzas. Seu irmão Aurélio Aureli faleceu em uma das incursões da Bandeira Piratininga em decorrência de picada de mosquito e foi sepultado no sertão, próximo ao Rio Araguaia.
Willy Aureli, vicentino, iniciou sua carreia na sucursal de São Vicente do Jornal A Tribuna e A Tribuna em Santos antes de mudar-se para São Paulo onde fez trabalhos para os jornais Folhas de São Paulo, da Manhã, da Tarde e da Noite. Foi presidente da API Associação Paulista de Imprensa.
A família era de São Vicente Estado de São Paulo, entretanto, sua certidão de nascimento se deu em cartório de Santos e também a anotação de seu casamento com Dona Nair de Abreu bem como outras referências suas. A quem possa interessar o tema, de encontrar o endereço da família com a verificação dos registros de imóveis ou prediais ou impostos em nome de seus pais entre os anos de 1893 e 1915, isso se não residiram em imóvel alugado. Conforme narrado por ele no livro Bandeirantes D'Oeste, no fundo do quintal de sua casa tinha um charco que ia até a ferrovia Sorocabana. Esta é uma pista do local onde morou.

Quando se noticia o desbravamento de nossos sertões são mencionados, somente os irmãos Villas Boas que se aventuraram a partir de 1943 enquanto Willy Aureli, chefe da expedição Bandeira Piratininga, por oito vezes fez incursões a partir de 1937 a primeira tentativa.
Willy Aureli foi devidamente homenageado pela cidade de São Paulo, pois há rua com seu nome no bairro de Interlagos (imagem abaixo) e pelo Governo do Estado, com uma escola com seu nome William Aureli na cidade de Bertioga, (cidade esta que na época era distrito de Santos), posteriormente emancipada. Na época da pesquisa sobre Willy Aureli para esta matéria (2004), nem a própria escola com seu nome na Bertioga tinha conhecimento de quem tinha sido essa pessoa até que parte deste material à diretora fosse repassado. Willy Aureli é esquecido na cidade de São Vicente  (Santos tem biblioteca Willy Aureli na Escola Pedro II), mas, por outro lado, tem seu nome em ruas da cidade de Taubaté, Ubatuba e Aruanã(GO) além de em São Paulo.
 
O Jornal A Tribuna em três domingos seguidos, 21 e 28 de abril e 5 de maio (domingos), publicou matérias sobre seus feitos. Posteriormente noticiou sua morte em 30 de agosto desse mesmo ano, 1968 e daí então nada mais se mencionou sobre Willy Aureli.



Foi autor de várias obras abaixo entre elas 13 livros:
Sertões Bravios;
Terra sem Sombras;
Biu-Marrandu;
Bandeirantes D'Oeste;
Esplendor Selvagem;
O Rio da Solidão;
Léguas sem Fim;
Roncador;
Bugres no Rio das Mortes;
Sumauma;
Evadido de Cayenna;
Farrapos Humanos;
Ópio, Cocaina e Morfina;
Retirada de Mecega;
Poranduba.






















 

 

Parte de relato de Severino Reste na Internet:
http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=6619
Aos 14 anos fui trabalhar na API - Associação Paulista de Imprensa, como arquivista e office boy, que tinha como presidente o escritor e sertanista Willi Aurelli (desbravador dos sertões de Goiás e Mato Grosso, que frequentemente recebia a visita dos também sertanistas irmãos Vilas Boas, de quem tive o prazer de apertar as mãos). Willi Aurelli foi o precursor do turismo de Ubatuba, pois foi quem divulgou a cidade após várias visitas, para registrar e noticiar nos jornais da capital sobre o que ocorria no Presídio da Ilha Anchieta. Foi ele também quem fez conhecer a ilhabelense radicada em Ubatuba Idalina do Amaral Graça.


Idalina do Amaral Graça, pseudônimo "A Solitária de Iperóig" (Iperóig é Ubatuba) foi descoberta por Willy Aureli que levava seus escritos a serem publicados em jornais de São Paulo.
http://www.ubaweb.com/ubatuba/personagens/index_per_masc.php?pers=idalinag


 
ALGUNS LIVROS DE WILLY AURELI




Portanto, Willy Aureli, uma importante celebridade fadada ao esquecimento.
 






 
 










Aurélio Aureli, irmão de Willy Aureli, falecido e sepultado no sertão.



Atalhos da página

FONTES COLABORADORAS

Rede Corporativa e-Solution Backsite