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São Vicente / SP , 28 de maio de 2022.
Quanto mais pessoas divulgarem, outras salvarem e também divulgarem, mais as imagens e acontecimentos históricos serão preservados. Aqui, minha contribuição e das fontes colaboradoras para que isso aconteça. – Jorge S. Filho
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30/01/2017
História de São Vicente
PORTO DAS NAUS: 1º SÍTIO HISTÓRICO DA COLONIZAÇÃO BRASILEIRA



Embora a identificação histórica da área como “Porto das Naus” seja difícil, ele foi declarado Monumento Nacional pela Lei Federal Nº 1.618-A de 6 de junho de 1952. Foi também tombado pelo Sphan – Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em 17 de janeiro de 1955, e pelo Condephaat – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Estado de São Paulo, em 30 de março de 1982.
É fato histórico, reconhecido e documentado, que o “Porto das Naus” assim conhecido popularmente – corresponde ao primeiro sítio histórico da colonização vicentina e brasileira, e como tal deve ser apresentado.
A área pertencia ao Bacharel Mestre Cosme Fernandes e lhe teria sido dada por Gonçalo Monteiro, Governador itinerante da Costa Brasileira, antes de 1510. Ali o Bacharel logo construiu um estaleiro, chegando a fabricar barcos que navegaram para a Europa. Este estaleiro – o 1º do Brasil – teria sido também a 1ª indústria brasileira. Ainda ali Cosme Fernandes, Antonio Rodrigues e João Ramalho mantiveram um movimentado porto de tráfico de escravos indígenas até 1531, o qual chegou a ser conhecido na Europa como um dos maiores portos escravagistas.
Já em 1532, com a expulsão do Mestre Cosme Fernandes de São Vicente, Martim Afonso de Sousa instalou um trapiche alfandegário para receber as mercadorias desembarcadas pelos navegadores no Porto de São Vicente.
Desativado este trapiche, a mesma área que pertencera ao Bacharel Cosme Fernandes foi transferida por Antonio de Oliveira – o segundo Capitão-Mor de São Vicente – em 25 de maio de 1542 a Pero Corrêa, que aí estabeleceu o porto de tráfico de escravos indígenas e de embarque e desembarque de cargas para a região das feitorias do Sul de São Paulo, especialmente para Peruíbe, onde também possuía o seu porto.
Em 1550, Pero Correa converteu-se ao cristianismo e aí construiu uma igreja, sob a evocação de Santa Maria das Naus. Em 1580, essa área foi transferida para o Capitão-Mor de São Vicente, Jerônimo Leitão, que nela construiu um engenho de açúcar.
REMANESCENTES DA 1ª VILA
A Lei Federal Nº 1.618-A, de 6/6/52, erigiu em Monumento Nacional, todos os remanescentes da 1ª Vila Colonial de São Vicente. Consta no processo de tombamento feito pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional o seguinte: “A área continental a ser preservada deve ter – por linha de fundo, a cumidade do morro do Japuí; por linha de frente, a ribeira; por lado direito, o alinhamento definido pela perpendicular baixada do pegão da Ponte Pênsil sobre a linha de fundo; do lado esquerdo, a linha marcada pela perpendicular baixada do sopé extremo do Japuí sobre a borda da água. Assim estender-se-á o bosque executado no Governo Washington Luiz”.

Fonte: Boletim IHGSV




 

De acordo com as ruínas e fundações existentes, o artista plástico Gaspar Mariano reconstituiu como pode ter sido o Porto do Leitão, mais conhecido como Porto das Naus  - (na imagem não aparece o trapiche)


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